Os Idolos do Templo

OS IDOLOS DO TEMPLO

2Crônicas 33: 1 a 7

2 Crônicas 29:5

 

A Igreja é o santuário do Deus vivo e verdadeiro. Não haverá de negociar a glória divina nem partilhará o seu serviço e adoração com nenhum ídolo.

O que motivava os israelitas a abandonarem o verdadeiro e único Deus? Por que buscavam objetos visíveis de adoração quando dispunham da real presença e favor do Todo-Poderoso Deus invisível?

Por que resistiam tanto ao conhecimento e a adoração exclusiva a Jeová, aceitando os costumes religiosos dos povos vizinhos? E hoje? Somo mais santos que o povo escolhido? Estamos imunes a idolatria?

Vamos nos conscientizar que toda a adoração que não tem por objetivo o verdadeiro Deus, é idólatra.

A história de Israel pode ser vista como um conflito entre a  adoração preceituada, que nunca foi totalmente abandonada, e os cultos idolátricos, que constantemente ameaçavam introduzir-se.

Isto produziu período de reforma religiosa. Juízes, reis e profetas empenharam-se no combate à tendência idólatra. Os reis maus abandonaram a adoração a Yahweh, aceitando os cultos estrangeiros, chegando ao absurdo, como vemos neste estudo, de edificarem altares a deuses estranhos no interior do santo Templo. Esqueceram-se da santidade e das reivindicações do único e verdadeiro Deus.

Israel só viria a perder essa tendência a inclinação à idolatria no pós-exílio babilônico.

Você já ouviu falar na Igreja Amigável? Não sei se ja existe aqui no Brasil. Mas, nos Estados Unidos, é muito conhecida. Em algumas delas, são promovidos desfiles de modas e até espetáculos violentos como luta livre. Para justificar-lhe a existência, seus organizadores alegam serem elas necessárias para segurar as pessoas na Casa de Deus.

"Se nossos clientes querem tais atrações, por que não lhes dar?"

A Ogreja Amigável não é nenhuma novidade. Ela surgiu no Antigo Testamento, quendo o rei Salomão, no auge de sua glória, resolveu erigir vários altares aos deuses pagãos em redor do Santo Templo. Seu exemplo haveria de ser imitado por vários de seus descendentes. Manassés, o mais perverso dos monarcas judaítas, entulhou a Casa de Deus dos mais abomináveis ídolos.

Não estaremos, de algum modo, agindo como esses soberanos? O momento exige reflexão disciplina e lágrimas.

1- A BELEZA E A SUNTUOSIDADE DO TEMPLO.

Não havia construção mais suntuosa nem mais bela em  todo o Oriente. O Santo Templo fora edificado para fazer-se digno do nome de Jeová. Comprove-o lendo os capítulos seis e sete de 1 Reis. Temos aí uma pormenorizada descrição do santuário que levaria a  glória do Senhor aos confins da terra. Haja vista a rainha de Sabá; porquanto ouria das beneficências do Altíssimo em relação a Israel, veio dos longes do lêmen para conferir se tudo qu lhe haviam dito era verdade. Ao despedir-se de Salomão, confessou: "Eis que me não disseram metade".

Não exagerava a soberana de Sabá; o Templo fora construído para ser o guardião por excelência da glória divina. Eis o que se deu em sua consagração:

"E, acabando Salomão de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do SENHOR encheu a casa. E os sacerdotes não podiam entrar na Casa do Senhor, porque a glória do Senhor tinha enchido a Casa do Senhor. E todos os filhos de  Israel, vendo descer o fogo e a glória do Senhor sobre a casa, encurvaram-se com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram, e louvaram o Senhor, porque é bom, porque a sua benignidade dura para sempre.

Apesar de tão poderosas manifestações do imerecido favor de Jeová, achava-se Israel à beira da apostasia.

2- OS ÍDOLOS SÃO INTRODUZIDOS NO TEMPLO.

Um dos mais tristes episódios das Sagradas Escrituras foi a apostasia de Salomão. O que teria levado um rei tão sábio e piedoso, e de tal modo distinguido, a abandonar o Deus  Único e Verdadeiro para apegar-se a ídolos que nada eram? Se repassarmos os direitos do rei em Deuteronômio, entenderemos porque o filho de Davi foi induzido a desviar-se do Senhor.

Não poderia ele multiplicar cavalos; tinha-os, porém aos milhares. Não deveria possuir muitas mulheres; entretanto casara-se com 700, e a estas viria a acrescentar 300 concubinas. E a sua prata? E o seu ouro? Como lhe crescesse o orgulho em vista de tantos bens, foi aos poucos esquecendo-se da  suficiência, da santidade e das reivindicações do Deus de Israel.

A idade não o fez mais prudente. No outono da vida permitiu-se corromper pelas estrangeiras que conquanto casadas com um  adorador do verdadeiro Deus, jamais se divorciaram de seus ídolos. Instigaram-no elas a encher Jerusalém dos mais abomináveis ídolos. E, assim, aquele monarca, dantes tão piedoso, ei-lo a curvar-se ante Astarote e perante Milcom.

O que fez Salomão?  Numa linguagem moderna, buscou globalizar a região do Crescente Fértil. Com essa sua atitude, tão em voga em nossos dias, apostatou ele da fé, desviou-se de Deus e induziu todo o Israel a  quebrantar a aliança que o Senhor firmara com Abraão, Isaque e Jacó.

Séculos mais tarde, um de seus descendentes seguir-lhe-ia o exemplo até às fronteiras do Inferno. Manasses "edificou altares na Vasa do Senhor, da qual o Senhor tinha dito: Em Jerusalém estará o meu nome eternamente. Edificou altares a todo o exército dos céus, em ambos os pátios da Casa do Senhor".

Em consequência dos pecados de Salomão e da impiedade de Mansasses, Judá haveria de ser desarrigado de sua herança. Depois de lermos o epílogo de Salomão, vem-nos à mente a inquietante pergunta: Não estaremos nós a abarrotar a  Casa de Deus com os ídolos deste século?

3- OS MODERNOS ÍDOLOS DA CASA DE DEUS.

A indagação não exige apenas sinceridade; rquer confissão e arrependimento. Por que muitos crentes que, no passado, eram fortes e arrojados no Senhor vieram a torna-se tão frios e tão comprometidos com o mundo? Por que alguns movimentos do Espírito tornaram-se denominações? Por que algumas denominações fizeram-se tão nominais e apóstatas?

Conforme podemos ver alguns deixaram de ter movimento de fé, poder e santidade, para fazerem monumentos. E como um monumento sempre arrasta outro monumento, de repente surpreendemo-nos a adorar o que não convêm na casa daquele que está a demandar-nos completa e absoluta rendição. Vejamos alguns ídolos que estamos a adorar sem o percebermos.

O MUNDO > O mundo é o primeiro ídolo a ser introduzido na Igreja de Deus quando abandonamos o Deus da Igreja. Os crentes, então, perdem a sua postura como servo de Deus. Conformam-se com este século. A
dotam costumes extravagantes e modas lascivas, contrariando frontalmente a modéstia cristã.

Não demora muito e aí vem o conformismo espiritual; o nominalismo torna-se mais forte; a irreverência acaba por invadir o lugar santo, afrontando os justos e desprezando os preceitos de uma vida santa e pura.Enfim, escancaram-se as portas à apostasia.

Cuidado! Muito cuidado! A palavra divina não caducou: "Muitos fiés são os testemunhos; a santidade convém à tua casa. Senhor, para sempre.

Vamos falar aqui algo polêmico: Não são poucos os teólogos que erradamente dissociam a doutrina dos bons costumes.

Conscientizemo-nos porém; entre estes e aquela não existe nenhum dualismo; são perfeitamente harmônicos. A boa doutrina produz natural e automaticamente os bons costumes. Ao passo que os costumes mundanos acabarão por gerar doutrinas incoerentes e contrárias à Palavra de Deus. Isto porque cada mau costume haverá de exigir justificativas teológicas. E o que não faltam são teólogos mundanizando para lhes dar. O Senhor, contudo, requer santidade, pureza, misericórdia e um firme compromisso com a palavra.

4- MÚSICA PROFANA> De tal forma introduz a música profana na casa de Deus que, hoje, frágeis e débeis são as vozes que sustentam biblicamente a defesa da  legítima música sacra. Nossas harpas cristãs, quais citadas exiladas, acham-se dependuradas nos salgueiros enquanto que, no santuário, são introduzidos ritmos anônimalos e extravagantes com letras divorciadas da sã doutrina. Até quando Deus suportará tal profanação?

A música sacra não é show, é celebração ao Senhor. O cantor não pode ser visto como ídolo; sua função é adorar e não ser adorado. Não é artista; é sacerdote que se expressa amorosamente a Deus. È claro que êle precisa sustentar-se; faça-o porém com ética e temor, sabendo que Deus jamais abandonou os levitas.

Aos cantores que se santificam ao Senhor, sim. Aos que são forjados e estimulados pela mídia que só se interessa por lucros gananciosos, não, não e não. Se lhes criarmos nichos (emprego rendoso) e altares, voltar-se-ão eles contra nós, cobrando pesados tributos e exigindo uma adoração que só é devida ao único e Verdadeiro Deus.

5- MENSAGEIROS SEM MENSAGENS.

Fama não é unção. Esta vem através de uma profunda comunhão com Deus; aquela por intermédio de um bem engendrado marketing. A unção forja o profeta; a fama esculpe o ídolo. Se o primeiro é a voz que clama no deserto, o segundo vai ao encalço dos altares onde possa ser adorado.

O Senhor Jesus, porém, conhece os que lhe pertencem.

O ídolo parece mensageiro, mas não tem mensagem. O homem de Deus, contudo, mesmo não tendo aparência prega com a vida e tem um testemunho santo.

Não precisamos de mensageiros comprometidos com teologias exóticas nem com modismos. È chegada a hora de ouvirmos a genuína Palavra de Deus.

Amados, diante da urgência destes últimos dias, não podemos dispersarmos; ou optamos pela glória de Deus ou ficamos co os deuses que o Diabo está a oferecer aos santos.

O momento requer precaução. Vigiemos! Se não ficarmos atentos e não tivermos olhos ungidos corremos o risco de introduzir, na casa de Deus, abominações e iniquidades.

Desejo que este estudo tenha iluminado as vossas mentes e o coração.

MEDITEM: A maior revelação de Deus é na Palavra.

Irmã Solange Laranjeira.

 

                                   GRAÇA E PAZ

 

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