“O Filho Pródigo”

Certo homem tinha dois filhos, e o mais novo lhe disse: Pai, dá-me a parte da herança. E o pai repartiu os bens entre ambos. Não muitos dias depois, o filho mais novo ajuntou tudo que era seu e partiu para uma terra distante, onde desperdiçou todo o dinheiro, vivendo dissolutamente. Depois de gastar tudo, houve naquele país uma grande fome, e o jovem começou a passar necessidades.

Empregou-se, assim, com um dos cidadãos daquela região, e o único trabalho para o qual servia era apascentar porcos no campo. Sua fome era tanta, a miséria em que vivia era tão desesperadora, que sua solução era fartar-se dos alimentos que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada.

Então caiu em si e pensou: Quantos empregados de meu pai têm pão com fartura e eu aqui, morrendo de fome, tendo de me saciar com os restos dos porcos? Assim, resolveu: Eu me levantarei e irei até meu pai e lhe direi: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; não sou digno de ser chamado teu filho, trata me como um dos seus empregados.”

Levantou-se e foi até o pai. Quando ainda ia estava longe, o velho senhor reconheceu o filho (sujo, malvestido, despenteado e triste) e, cheio de compaixão, correu, abraçou e beijou-o. As palavras do filho foram: “Pai pequei contra o céu e contra ti não sou digno de ser chamado seu filho.” Porém, o pai retorquiu e ordenou aos servos: “Trazei depressa a melhor roupa e vesti-o; ponde um anel em seu dedo e sandálias em seus pés. Trazei também e matai o novilho gordo. Comamos e alegramo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado…”

A parábola do filho pródigo, uma das mais conhecidas da Bíblia, trata de decisões impensadas e erradas que tomamos. Há tantas pessoas que carregam marcas profundas durante toda a vida por causa de decisões erradas. O filho da história contada por Jesus Cristo tomou, pelo menos, três decisões erradas que muitos repetem ainda hoje: ele decidiu cuidar de si mesmo (sem considerar que alguém mais importante se interessava por ele), gastar seus recursos somente naquilo que trouxesse prazer momentâneo e confiar mais nos amigos.

Muitos fracassam devido a decisões semelhantes, conduzindo suas vidas como se não existisse um Deus que deles cuida. Investem seus talentos (e até seus bens) naquilo que não pode trazer edificação para suas próprias vidas, ou preferem confiar muito mais no que os amigos dizem do que nos conselhos que vêm de Deus. A experiência tem mostrado que decisões conduzem a situações perigosas.

Deus está sempre à espera de nos arrependermos de nossas escolhas erradas. Jesus faz-nos um convite para que voltemos e peçamos perdão por nossos pecados. Talvez alguém possa dizer que não tem pecados porque nunca agiu como aquele filho pródigo. Mas o pecado não é somente uma atitude má; na verdade, é um estado mal da alma, motivação que nos leva a tomar decisões erradas. E foi por isso que Jesus Cristo veio ao mundo, para oferecer uma oportunidade de arrependimento e redenção.

Em Lucas 19:10 Jesus nos diz: “Porque o filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Deus, como nosso Pai, nos aceitaria como estamos, mesmo que tenhamos feito muitas coisas que o entristeceram? Jesus diz que há alegria no céu quando um pecador se arrepende (Lucas 15:10). Ele tem o maior interesse de promover o alívio de todo peso da culpa gerada pelo seu pecado.

Para Deus não há pecado grande ou pequeno e nem existe pecado que o Senhor não possa perdoar. A única coisa que Ele espera é que nos arrependamos, confessando a Ele os nossos pecados e pedindo perdão. E, com certeza, seremos recebidos com alegria pelo Pai, que tem esperado ansiosamente por uma decisão como essa da parte de cada um de Nós.

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