O deus do Dinheiro

                                                 1 Timóteo 6:10 e Marcos 10:17 na 25

 

Amados leitores, Conforme diz a Bíblia, o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Mas, por que tem de ser assim? O dinheiro por si é do maligno? Muitos põem sua confiança nas riquezas. Seu orgulho está no que seu dinheiro pode fazer por êle, e no que pensa que pode fazer. Sua altivez leva-o a mirar as coisas terrenas e a ignorar as coisas perdura, êle pensa que não tem qualquer necessidade de Deus. Aí é que está o problema! Acaba tornando-se servo ou escravo desse deu (MAMOM). Como poderá entrar no Reino dos Céus?

Vamos nos conscientizar que as dádivas, bens e riquezas recebidos de Deus, são para o nosso bem e devem ser usados no serviço do seu reino e amparo dos mais carentes.

O dinheiro é um deus que ignora o clamor dos pobres pendindo justiça, e que só dispensa os seus benefícios aqueles que têm mérito monetário cujo padrão e pos~ição são determiandos pelo seu poder financeiro.

Por causa do dinheiro os homens se tornam lascivos, inflexíveis, destituídos de misericórdia, orgulhosos, violentos, avarentos,independentes das regras sociais; esquecem-se que fatalmente morrerão, e vivem tão-somente em função das considerações deste mundo.Tais homens encontrarão dificuldades para entrar no Reino de Deus, pois seus corações, a exemplo da históra do jovem de qualidade descrita nos Evangelhos, estão presos às amarras do deus dinheiro (Mamom).

Por isto, o Senhor Jesus exorta-nos a não depositarmos nossa confiança nêle, nem o servirmos, antes, usarmo-lo para subsistência, em sua causa, e para aliviar o sofrimento dos menos aquinhorados( gratificados).

Numa tirada que lembra os antigos provérbios, afirmou certa vez quando li o livro de Francis Bacon: diz "O dinheiro é como o adubo: só serve, quando espalhado". O que o filósofo inglês estava querendo dizer, é que, se o dinheiro não for usado a fim de promover o bem comum, não passará de um monte de  esterco.

È um deus que cheira mal.

Desgraçadamente, não são poucos os crentes que, desconhecendo o senhorio de Cristo sobre suas aqisições materiais, transformaram-na num credelíssimo (sangrento) perverso ídolo. Sem o saberem, estão a adorar o estúpido (MAMOM).

QUEM ERA MAMOM?

No Sermão do Monte, o Senhor Jesus foi mais do que explícito quanto ao correto uso das riquezas terrenas: "Ninguem pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podes servir a Deus e a MAMOM".

Nesta passagem o Senhor não estaria aqui dizendo que o crente não pode ter bens materiais.O que Êle deixa bem claro é que não podemos servir às riquezas como se fosse um ídolo.

Mas delas devemos nos servir para adorar a Deus e amparar os mais carentes.

Os que se fazem servos do dinheiro não têm apenas como senhor de sua vida, mas como o deus de toda a sua existência. È por isso que o dinheiro era visto pelos contemporâneos de Jesus como o objeto MAMOM, cujo nome provém de uma palavra aramaica que significa riqueza – MAN. Por conseguinte, MAMOM é a riqueza que se opõe a Deus, e conscientemente ignora-lhe o senhorio.

Quem na verdade era MAMOM? È provável que fosse êle originário da mitologia Caldaica (dos Caldeus). Alguns o identificam como o senhor das riquezas e o deus dos avaros. De uma forma ou de outra, o Senhor Jesus adverte-nos, e com energia o faz, a que não sirvamos as riquezas. Se o fizermos, estaremos desagradando a Deus.

O QUE SÃO AS RIQUEZAS?

Antes de buscarmosuma resposta teológica, vejamos o que nos diz a econimia sobre a riqueza. Podemos definir como tudo o que pode satisfazer as necessidades humanas – bens e serviços.

Temos que nos conscientizarmos que este conceito não está distante daquilo que encontramos logo no primeiro livro da Bíblia.

Ora, se Deus colocou tudo qunto existe à nossa disposição, por que haveríamos de considerar as riquezas superiores aquele que nos enriquece de todos os bens materiais e espirituais? Façamos assim e cairemos nos mesmos pecados daqueles gentios retratados por Paulo no primeiro capítulo de sua Epístola aos Romanos.

A Bíblia diz que tudo quanto existe é nosso: "Porque tudo é vosso) Seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, seja o presente, seja o futuro, tudo é vosso, e vós de Cristo, e Cristo, de Deus. Como isso é consolador! Possuamos pouco ou muito, somos possuídos por Aquele que tudo possui.

Tudo aquilo que o Senhor permitiu viéssemos a ter usemos para a sua glória e para mitigar o sofrimento dos mais necessitados.

COMO SE DEVE USAR AS RIQUEZAS?

Certa vez um piedoso empresário estava pronto para entregar uma quantia de 300 mil reais a uma entidade missionária, quando recebeu a notícia de que a sua empresa acabara de ser destruída por um incêndio. Naquele momento, êle retrocedeu e preencheu um cheque que entregou ao portador da entidade que surpreendido, perguntou-lhe:

Irmão, a sua empresa acabou de ser destruída, e mesmo assim o senhor nos abençoa com um valor dez vezes maior?

Sim! Disse o empresário. Deus acaba de me dar um recado; nada é meu; tudo é Dêle.

O interessante é que aquela empresa não estava no seguro. Mas todos os bens espirituais daquele homem, principalmente a sua vida, achava-se plenamente assegurados por Deus.

Vamos ver como devemos fazer com as riquezas que o Senhor, em suas infinitas provisões nos concede dia após dia.

1) Dízimos e ofertas. Através de nossos haveres e bens materiais, demonstremos ao Senhor que lhe reconhecemos o senhorio sobre  a nossa vida e sobre tudo o que Dêle recebemos. È desnecessário lembrar que o dízimo é um mandamento divino e não está restrito à Lei Moisaica. Pois Abraão, que viveu mais de 500 anos antes da decretação da Lei, adorou a Deus com os seus dízimos. O mesmo faria a seu neto Jacó.

Àqueles que alegam ser o dízimo exclusivamente da Lei Moisaica, (Lei Mosaica quer dizer que pertenceu a Moisés). Deveriam ter em mente um pressuposto bíblico teológico mui elementar: 1) Abraão entregou os seus dízimos a Melquisedeque que representava o próprio Cristo: "Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dos despojos. E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio tem ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos".

Ora, se até Levi, na pessoa de seu ancestral (antescedente), Abraão, pagou ou seja devolveu dízimo ao Senhor Jesu
s (representado por Melquisedeque) por que haveríamos nós de negar os dízimos a Deus, consagrando-os a MAMOM?

Cuidado! O que é de Deus nãi se retém. Pois se Êle retiver a menor de suas provisões todos prereceremos. Vamos ler com atenção Malaquias 3:9 e 10). O profeta Malaquias não fala apenas de dízimos: fala também de ofertas. Isto significa que o dízimo na vida do crente, deve ser o referencial mínimo e obrigatório. O crente realmente fiel não se limita a dizimar; sabe êle também ofertar com liberalidade. lembre-se; milhões de preciosas almas, por quem Cristo Jesus morreu, estão dependendo de nossos dízimos e ofertas. Você sabe o preço de uma alma?

2) NOSSA SUBSISTÊNCIA.

A fim de que o nosso dinheiro seja realmente abençoado, é necessário que, além de sermos fiéis dizimistas, sejamos bons administradores. Um mal administrador acabará por ser um péssimo dizimista. Por isso, todas as vezes que você for assediado por ímpeto consumista, ouça a pergunta do profeta: " Por que gastais o dinherio naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer?"

Devemos ter cuidado com os gastos exagerados! Deus tem compromisso com a nossa subsistência e não com os luxos e oferendas que muitos depositam aos pés do perverso MAMON.

Deus também cobra dos líderes evangélicos que muitas vezes utilizam os dízimos em coisas inúteis, para agradar ao homem. Será que em sua atitude de líder espiritual você esta utilizando os dízimos e as ofertas das ovelhas para ganhar almas? O líder, o crente que for sábio haverá de se safar das armadilhas proporcionadas pelos gastos para satisfazer luxurias, comodismo e como não dizer até preguiça de alguns irmãos que no seu egoísmo deixa que o devorador entre até na Casa de Deus. Por este motivo estamos vendo templos em conflitos espirituais. Deus quer que todos os seus filhos tenham uma vida tranquila e abençoada. Peça-lhe então que o ajude a administrar os seus recursos.

3) FILANTROPIA CRISTÃ.

Não se esqueça de ajudar os mais necessitados. Você sabia que Paulo, antes de ser comissionado a fazer missões, recebera como tarefa socorrer os mais necessitados? È o que lemos em Atos 11:30.Dos desvalidos jamis se esqueceria.

Ajude os carentes e desprotegidos. Lembre-se dos pobres. Pois haveremos de ser julgados não apenas em relação ao nosso credo e ortodoxia, mas também com respeito às nossas obras. A avareza é idolatria.

Encerrando: A Bíblia não diz ser o dinheiro a raiz de todos os males, e sim o amor a êle. Quem ama, coloca-o acima de Deus, como fêz aquele rapaz de várias qualidades. Considere a recomendação do apóstolo: "Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupisciências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína".

Não podemos olhar para duas direções ao meso tempo. Ou seja: para Deus e para as riquezas. Isto é estrabismo espiritual.

Para quem você está olhando neste momento? Para Cristo ou MAMON?

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