filho, ele se posicionou contra o cristianismo e a igreja. Um dia, ele disse à Sadia: “Se você continuar indo à igreja ou proferir qualquer palavra sobre o seu ‘Cristo’, eu darei um jeito de prender você”. Segundo a cristã, ele realmente poderia fazer isso, já que era um dos policiais autorizados da cidade.
Muito chateada com a situação, ela continuou a frequentar a igreja secretamente, onde todos os irmãos oravam fervorosamente por ela. Mas seu esposo descobriu e passou a violenta-la. Isto aconteceu por diversas vezes. A essa altura, o casal já tinha três filhos. A violência doméstica, as brigas e as discussões terminaram na expulsão da cristã da sua própria casa. Aquela jovem e seus três filhos foram parar na rua, mas tiveram o apoio da igreja, onde ficaram abrigados durante um tempo. Alguns meses depois, Arslan mudou de ideia, então a família voltou para casa, sob a condição de não atender mais cristãos em hipótese alguma, fazendo com que Sadia ficasse sem visitar a igreja por longos anos e sendo controlada a cada passo.
A cristã teve uma vida dura, sendo obrigada a trabalhar muito mais que antes, oprimida, mas com a mesma fé. “Eu não podia parar para nada, então eu clamava a Deus em minhas orações enquanto trabalhava. Meu marido também me obrigou a participar das orações muçulmanas, mas eu me neguei, por isso sofria ainda mais”, desabafa ela. Um dia, durante uma visita secreta de uma irmã, as duas compartilharam a ideia de formar uma igreja. “Apenas o pensamento de realizar esse sonho me ajudou a sobreviver. Eu pensava ‘se Cristo morreu por nós, vale a pena todo sacrifício’. Enquanto isso, a igreja continuava orando e Deus ouviu estas orações. Os filhos de Sadia cresceram e se converteram ao cristianismo, de forma que ela já não está mais sozinha em sua fé. Agora sua casa ganhou novas colunas espirituais e, com certeza, Deus continuará agindo a seu favor.
*Nome alterado por motivos de segurança.
Fonte: Portas abertas












































