conseguem sair. “Muitas têm seus sonhos brutalmente destruídos pela dura realidade da escravidão moderna”, disse um cristão que ministra o evangelho a elas e que não pode ser identificado por motivos de segurança. Segundo ele, os governos dos países onde elas viviam, “fecham os olhos” para a injustiça que elas enfrentam, já que suas histórias não são publicadas.
“Elas são maltratadas no local de trabalho e até mesmo violentadas. Os patrões pensam que podem fazer qualquer coisa porque são ricos. Algumas chegam a ser castigadas e proibidas até de visitar seus amigos”, explica o cristão. Ele conta que uma delas só podia dormir três horas durante a noite e era tratada com violência física. “Um dia, ela conseguiu fugir e foi até a agência que a contratou, pedindo para que a mandassem de volta para casa, pois estava com medo de morrer. Os responsáveis ligaram para o empregador, um árabe rico e influente, que prometeu mudar de atitude e a agência então a forçou a retornar”, contou. Infelizmente, a sua queixa piorou ainda mais a situação.
“Assim que ela retornou, o homem a arrastou para um quarto, no terceiro andar e disse para a esposa fazer o que quisesse com ela. A mulher a empurrou da janela, de onde ela caiu e ficou gravemente ferida. Outra pessoa da família desceu as escadas e bateu nela até que perdesse a consciência. A babá da casa ao lado chamou a polícia e a babá agredida foi levada ao hospital em estado de coma. Depois de um tempo, se recuperou dos ferimentos, mas ainda precisa de cuidados”, acrescentou. O cristão que conhece muitas outras histórias semelhantes pede a todos os que pertencem à igreja de Cristo que orem por essas cristãs que trabalham na Península Arábica. “Elas realmente necessitam das nossas orações. Que Deus as proteja e que toque nos corações dos empregadores árabes, para que sejam impactados pelo amor de Jesus e as tratem com respeito que merecem”, conclui.
Fonte: portas abertas












































