Há uma séria crise humanitária em diversas regiões do país depois dos ataques do Boko Haram, desde 2009. O grupo extremista islâmico capturou muitas partes do Sul de Borno e alguns Estados do Norte de Adamawa, declarando um califado na cidade de Gwoza. Os cristãos dessas localidades tiveram que fugir para cidades vizinhas, onde o cristianismo também não é bem vindo. Há muitos traumatizados, precisando de tratamento especializado e, principalmente, de orações.
Até mesmo o fato de receber ajuda com alimentos e outros itens de primeira necessidade faz com que esses cristãos sejam mais notados, o que não é bom para eles. Nos campos onde há muçulmanos, por exemplo, a pressão é grande. “A ideia dos campos informais foi um escape para os cristãos que estavam sendo segregados pelos islâmicos. Eles não recebiam comida e não tinham permissão de sair para ir à igreja”, disse John Gwamma, que organizou um desses acampamentos cristãos.
“Quando fugimos do Boko Haram passamos necessidades, ficamos sem água potável, sem comida. Mas Deus nos deu coragem, a Bíblia diz que há um tempo de sofrimento, mas que isso vai passar pela graça de Deus. Precisamos suportar. Agradeço ao Senhor por essa ajuda e a todos que trouxeram esses alimentos para nós. Não tínhamos nada, agora temos comida para dar aos nossos filhos”, conclui uma nigeriana perseguida.
Fonte: Portas abertas












































