Quando alguém é ferido nas suas emoções, para de crescer.
Pode até crescer fisicamente, mas o crescimento físico não revela a maturidade emocional. Alguém pode ser adulto, fisicamente falando, mas criança nas emoções. O processo natural seria o homem crescer em todas as áreas. Onde isto não ocorre, há um nítido sintoma de golpes nas emoções, que terão de ser sarados para que o crescimento seja retomado.
O propósito de Deus é que Seus filhos alcancem uma qualidade de vida saudável, tanto no espírito, quanto no corpo, na mente, na vontade e nas emoções. É por isso que o Espírito Santo tem trazido tanta luz a Igreja sobre cura interior e libertação, o que equivale dizer, restauração as alma, amadurecimento da noiva do Cordeiro. Antes que ela seja chamada à glória, Deus quer sará-la, pois só uma Igreja liberta de todas as prisões do espírito e da alma, terá condições de enfrentar o inferno e dizer: “satanás, tu não tens nada em mim; eu estou aqui para fazer violência contra o teu reino”.
Nossas reações diante do presente são determinadas pelas experiências do passado. Se analisarmos o que há por trás de cada reação de agressividade, medo, fuga, passividade, isolamento, desconfiança, insegurança, amargura, timidez, ausência de perdão, depressão e coisas afins, descobriremos a existência de profundas feridas na alma, infligidas no passado, particularmente na área das emoções.
Por exemplo: por que alguém tem medo de subir num elevador, ou andar de avião? Tem sentido alguém ter medo de uma barata ou de um rato? O que é isto? Insegurança, feridas emocionais. Por que a pessoa se sente machucada com qualquer atitude? Rejeições passadas. Graças a Deus, porém porque Jesus veio nos libertar também do nosso passado. Há provisão para o vencermos. “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 05.17).
Está novidade de vida não implica em que soframos um tipo de amnésia. É natural que nos lembremos de acontecimentos passados, mas eles já não mais afetarão nosso presente. Tomando posse da realidade de que o passado perdeu sua reivindicação de domínio sobre nós, as atitudes presentes serão o reflexo dos princípios Divinos, pelos quais vivemos, e não nas velhas experiências traumáticas.
Vamos lidar com memórias antigas e sujeitá-las a Cristo hoje pois n`Ele não temos passado. Quando viemos a Cristo, nosso passado morreu, isto é, legalmente deixou de ter domínio sobre nós. Agora compete-nos tomar posse desta nova criação em Cristo Jesus, e viver de acordo com ela, nunca mais deixando que este passado embarace nossa presente caminhada rumo à glória, pois Jesus lidou com ele e nos faz andar em completa novidade de vida.
Nossa percepção do tempo presente, pode ser distorcida palas mágoas do passado. Quando isto acontece, a avaliação das circunstâncias e das pessoas que nos cercam é distorcida. Atrás de um temperamento que se fere com qualquer coisa, está um passado marcado por feridas emocionais.
A incapacidade de reagir normalmente às situações do presente, revela prisão ao passado. E isto vai se manifestar em todos os relacionamentos e situações. Glória a Deus que há provisão em Cristo para quebrar todas as cadeias e lançar a alma em plena liberdade. Vejamos o que Ele diz:
“…Enviou-me a curar os quebrantados de coração…” (Isaías 61.01). “Para pôr em liberdade os oprimidos…” (Lucas 04.19).
E quando a nossa alma está restaurada, liberta das velhas prisões, nenhum problema terá o poder de nos abater. Nenhuma crise conseguirá nos sufocar, pois nossas atitudes diante de qualquer situação, dependem do que está em nossa alma.













































